5 de jul de 2016

Entalada

Talvez dentro de você tenha duas caixas, que foram geradas de acordo com seu convívio no meio que você vive ou baseado nas situações que você presenciou de longe. Uma delas se chama 'coisas que perdoaria'. Nessa não vamos falar hoje.
Tem a outra caixa, chamada "coisas inaceitáveis". Mas porquê são inaceitáveis? Será que você não admite mas já as fez sem perceber ou mesmo percebendo e se dando uma desculpa? Ou você se julga como fosse o único que pudesse o fazer sem precisar de licença? Talvez.
Você convive com pessoas, umas lida melhor, outras prefere não lidar. Porquê? No fundo você e ela são feitos do mesmo.
Você se acha bom caráter? Alguma situação não foi perdoado?
Já brigou bastante e hoje tem mais paciência. Mais que antes, porém não muita.
Aí tem aquela pessoa, a primeira que passou pela sua mente. Já brigaram, certo? Na hora da briga você a relembra de vários erros, diversas pisadas na bola. O tempo todo você a julga, insere culpa em silêncio.
Põe peso em suas palavras, não deixa a pessoa voar. Corta seus sonhos, pois bem ela já errou comigo e foi I N A C E I T Á V E L.
E por quê o relacionamento continua? Pra você se fazer de Deus e querer humilhar alguém? Continua se achando o certo?
O melhor relacionamento é aquele sem julgamentos, mesmo que você esteja certo, mesmo que a pessoa vá errar. Se você não a suporta nos erros e ignorâncias, não a merece nos acertos e inteligências, você não pode ter alguém apenas nos bons momentos ou nos que te agradam de alguma forma.
Se é pra ficar na vida de alguém para de ser babaca e se achar o dono da verdade, respeite, perdoe, ouça, entenda.
Se não é pra ser coerente e amigo acima de tudo, some. Seja sua melhor versão. Soma ou some.

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