Enem

OIE!



Recentemente bombou um textão no Facebook de uma moça comentando que odeia essa forma de se exaltar os sacrifícios pessoais para conseguir passar numa prova. Teve também outra postagem que bombou de uma moça que conseguiu passar num curso estudando 17 horas por dia.

Muitos olham e fazem piada, outros olham e desejam alcançar tantas horas de estudo mas logo se exaustam.
Alguns nem tentam e também nem passam. Raros conseguem sem estudar tanto.

Varia né.

Hoje vim contar para vocês minha experiência sobre o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

No início, esse blog se chamava Obscure Love Machine, e eu postava poesias e as redações que eu fazia como treino para o Enem. Eu me sentia incentivada fazendo dessa forma, mesmo não tendo muitos acessos, era um trato comigo mesma de continuar escrevendo, e com uma certa frequência.

Fiz no segundo ano do Ensino Médio para tentar a sorte e ver se eu conseguia passar para algum curso e largar de vez a escola que eu tanto odiava. Tirei uma nota boa mas não consegui nota para nenhum curso.

Nada muito preocupante.

No terceiro ano, eu tive o horário escolar estendido, estudava das 07:30 até 13:40. E voltava para a escola 14:00 e só saia ás 18:00. Tinha pouquíssimo tempo para estudar para as provas da escola, eu nem revisava a matéria dada no pré vestibular da escola. Quando era semana de provas, o pré vestibular não parava, e todos os alunos faltavam para estudar. A coordenação achava justo reclamar e jogar na nossa cara nossa falta de empenho e comentavam casos de alunos muito mais estudiosos e empenhados que nós. Que nós não estávamos dando o nosso melhor e que deveríamos ser melhores para alcançar resultados melhores.

No meio do ano começou uma turma de pré vestibular numa famosa escola aqui do RJ, se você é daqui, saberá qual é. Aula aos sábados, o dia inteiro, das 08:00 às 17:00. Conheci amizades que nem conheço hoje em dia. Fases né. Infelizmente fazem parte do meu passado apenas.

Senti um gás, os professores eram muito mais engajados, o professor de matemática se diferenciava, ao menos ele tirava minhas dúvidas e me explicava onde errei. O de história entendia minha euforia e me completava o entendimento. O de literatura então... Amava debater com ele.

Depois de mais um tempo larguei definitivamente o pré da escola e fui fazer um curso rápido para a UERJ. Já sabia que queria Engenharia Química (que curso hoje pela particular). Amava os funcionários do local, me divertia com as aulas, estava empenhada e segura. Já tinha tempo para estudar e refazer tudo. Tirava as dúvidas, enfim.

Fiz a UERJ primeira fase, primeira prova: D. Fiz a segunda prova da primeira fase: C. Até dava para tentar, mas teria que gabaritar a segunda fase e não queria essa pressão toda.

Aí seguramente chegou a hora de fazer o Enem. Dessa vez era sério. Estava segura. Nenhum dia se passou sem eu pensar nisso. No primeiro dia consegui uma carona de quem eu nunca pensei que me daria. No segundo dia fui sozinha mesmo. Numa faculdade que faliu e nem existe mais. Curiosamente as duas faculdades em que fiz a prova nos dois anos do Enem faliram.

E então o resultado: pior que o ano anterior. Sim, me empenhei mais e fui pior. Embora tenha sido a maior nota da escola. Chorei de raiva, quebrei coisas. Chorei. Aceitei e segui em frente.

Não sei se devo opinar no que você deve fazer ou não caso não passe, você descobrirá o motivo quando eu postar a segunda parte desse post, exatamente no dia que sair o resultado do ENEM, pra ficar tudo encaixadinho e bonitinho <3

A minha luta até a matricula da faculdade particular. E como todo final de semestre, virá também o resumo de como foi meu semestre <3
Espero você!

Instagram
Facebook
Twitter

Share This Article:

,
Postar um comentário